A grande maioria dos turistas estrangeiros que vêm ao Brasil, creio eu, não sabem falar o português. Se existem milhares de brasileiros que assassinam a língua pátria, quem somos nós para querer pedir uma coisa dessa a um turista.
Muitos dos 'gringos' tentam se comunicar em inglês e, muitas vezes, nem estamos preparados para atendê-los nessa língua que se diz universal. Noutras vezes, é o portunhol que entra em cena. Em Ouro Preto, na última semana, um casal alemão que estava ao meu lado numa cafeteria inovou: inventou o "inglesnhol". Eles pediram, para desespero do meu ouvido (que nem é muito purista), the cuenta.
Mas, o importante é que o garçon entendeu. E mereceu sua gorjeta.
sábado, 18 de agosto de 2007
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Pra lembrar daqui uns anos
Por falar em memória, li na Folha de S. Paulo que uma xícara de café pode ajudar mulheres acima de 65 anos a manter a memória mais eficaz, recordando melhor imagens e palavras. Só preciso me lembrar disso quando chegar lá...
Ah, por algum motivo ainda obscuro, a regra não vale para homens.
Ah, por algum motivo ainda obscuro, a regra não vale para homens.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Lado B
Tudo na vida tem o lado bom e o ruim. O importante é que o lado bom supere sempre o outro. Por exemplo: a enxaqueca passou a fazer parte da minha vida há alguns anos. E isso nunca me deixou feliz. Mas a notícia que li hoje pelo menos amenizou o sofrimento: os ‘enxaquecosos’ têm a memória mais bem afiada, segundo estudo da Universidade Johns Hopkins.
Uma informação para ser lembrada como consolo nas horas de crise...
Uma informação para ser lembrada como consolo nas horas de crise...
domingo, 12 de agosto de 2007
A gente cria ou inventa?
Li, recentemente, um artigo do Alex Atala, um dos chefs que eu admiro, no qual ele fazia uma diferenciação entre criar e inventar. Para ele, criar é trabalhar sobre parâmetros pré-estabelecidos. Primeiro, você precisa ter o domínio da técnica. Assim, segundo ele, cozinhar bem é criação, e não invenção.
Acredito que na comunicação a lógica também funcione. Você pode - e deve - criar. Mas, para isso, é preciso saber o básico, as regras, os parâmetros pré-estabelecidos dos quais fala Atala. Caso contrário, vira invenção. Se, na cozinha, o chef precisa entender os ingredientes e suas histórias, na comunicação é preciso começar entendendo o público alvo, a essência da mensagem a ser passada. Não dá para criar o jornal interno ou a propaganda perfeitos, lindos, sem saber, por exemplo, a melhor linguagem para atingir o leitor/consumidor do produto.
Ficará parecendo aqueles pratos maravilhosos, que enchem os olhos, mas que, ao primeiro contato com a língua ou com o olfato, são um desastre. O anúncio pode ser lindo, mas o nome do anunciante pode ser esquecido dois segundos depois. A revista pode parecer perfeita em vários aspectos, mas vai para o lixo sem ser lida por quem deveria.
Acredito que na comunicação a lógica também funcione. Você pode - e deve - criar. Mas, para isso, é preciso saber o básico, as regras, os parâmetros pré-estabelecidos dos quais fala Atala. Caso contrário, vira invenção. Se, na cozinha, o chef precisa entender os ingredientes e suas histórias, na comunicação é preciso começar entendendo o público alvo, a essência da mensagem a ser passada. Não dá para criar o jornal interno ou a propaganda perfeitos, lindos, sem saber, por exemplo, a melhor linguagem para atingir o leitor/consumidor do produto.
Ficará parecendo aqueles pratos maravilhosos, que enchem os olhos, mas que, ao primeiro contato com a língua ou com o olfato, são um desastre. O anúncio pode ser lindo, mas o nome do anunciante pode ser esquecido dois segundos depois. A revista pode parecer perfeita em vários aspectos, mas vai para o lixo sem ser lida por quem deveria.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Hollywood é aqui
Sempre tive preguiça de filmes americanos ou europeus que mostram o Brasil como refúgio para bandidos. Basta um qualquer fazer algo errado para que citem o país ou o Rio de Janeiro como destino seguro.
Qual não foi minha surpresa ao ver que o chefe do tráfico internacional Juan Carlos Ramirez Abadia, dono de um cartel na Colômbia, foi preso esta semana no interior de São Paulo. O póprio delegado afirmou que ele veio ao Brasil por acreditar que passaria desapercebido.
A vida imita a arte ou a arte imita a vida?
Qual não foi minha surpresa ao ver que o chefe do tráfico internacional Juan Carlos Ramirez Abadia, dono de um cartel na Colômbia, foi preso esta semana no interior de São Paulo. O póprio delegado afirmou que ele veio ao Brasil por acreditar que passaria desapercebido.
A vida imita a arte ou a arte imita a vida?
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Aos melhores, o prêmio
Às vezes, a vida pede grandes doses de ousadia. Noutras, apenas uma pequena quantidade. Na comunicação, não há receita pronta. A cultura do 'se assim funciona, para quê mudar?' ainda faz parte de muitas instituições. Essa postura, às vezes, é inerante ao perfil dos próprios profissionais de comunicação corporativa. Graças a Deus, ainda existem (aos montes) os que ainda são picados pelo bichinho da inquietude. Esses são os que mais sofrem e precisam de fôlego redobrado para mostrar que é preciso dar uma sacudida de vez em quando.
Grandes mudanças, como transformar um jornal interno em revista ou reformular um site corporativo, podem gerar desconforto e desconfiança de boa parte do staff da empresa. Mas esses sentimentos somem após a verificação do resultado: a satisfação do públco-alvo, que passa a ter melhor acesso à informação. Mas, quando mudar? Cada caso é um caso, cada empresa com sua realidade. Mas, uma reciclada periódica é mais do que necessária para despertar novamente o interesse naquilo que é oferecido.
Em tempo: os finalistas do Prêmio Aberje Minas nesse assunto são:
Gestão de Mídia Impressa
Fundação Dom Cabral: DOM - A Revista da Fundação Dom Cabral
Unimed-BH: Coleção Promoção da Saúde
Usiminas: Balanço Social e Relatório Anual
Gestão de Mídia Digital
Fiat Automóveis: Mão na Roda Fiat
Fundação Dom Cabral: Portal FDC
Gerdau Açominas: Mídia Digital - A Revolução da Rede
Grandes mudanças, como transformar um jornal interno em revista ou reformular um site corporativo, podem gerar desconforto e desconfiança de boa parte do staff da empresa. Mas esses sentimentos somem após a verificação do resultado: a satisfação do públco-alvo, que passa a ter melhor acesso à informação. Mas, quando mudar? Cada caso é um caso, cada empresa com sua realidade. Mas, uma reciclada periódica é mais do que necessária para despertar novamente o interesse naquilo que é oferecido.
Em tempo: os finalistas do Prêmio Aberje Minas nesse assunto são:
Gestão de Mídia Impressa
Fundação Dom Cabral: DOM - A Revista da Fundação Dom Cabral
Unimed-BH: Coleção Promoção da Saúde
Usiminas: Balanço Social e Relatório Anual
Gestão de Mídia Digital
Fiat Automóveis: Mão na Roda Fiat
Fundação Dom Cabral: Portal FDC
Gerdau Açominas: Mídia Digital - A Revolução da Rede
domingo, 5 de agosto de 2007
Quem não se comunica...

A comunicação - quem diria - virou preocupação dos produtores de vinho de Bordeaux, uma das mais famosas (ou seria a mais?) região vinícola do mundo. Mas não daqueles cujas marcas falam por si só, têm amantes no mundo todo e custam, claro, a fortuna que deu fama de caro aos vinhos franceses. A preocupação com comunicação e marketing começou a fazer parte da vida dos 9000 produtores digamos, medianos, que passaram a enfrentar a concorrência dos vinhos do novo mundo.
E é fácil entender o porquê. A Exame deu, em sua última edição, que os rótulos dos vinhos fabricados nessa tradicional região da França não são tradicionais por acaso: eles obedecem a uma classificação estabelecida em 1855 por Napoleão III, que não consta nem o nome das uvas. Nestes tempos em que palavras como Malbec, Merlot, Cabernet e Tempranillo fazem parte da conversa de qualquer iniciante enófilo, deve ser realmente um pesadelo escolher um Bordeaux.
Robert Mondavi, um dos maiores produtores californianos diz que "fazer vinho é uma técnica: um bom vinho, é uma arte". Pelo jeito, deixar claro suas características e facilitar a vida do consumidor também.
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