quinta-feira, 6 de setembro de 2007

7 de setembro

Amanhã é 7 de setembro... Mas o que isso significa mesmo? Há quanto tempo a gente não participa de uma cerimônia cívica pela honra da pátria? A minha última vez foi há muito, muito tempo, cobrindo a parada de 7 de setembro em BH para a TV Tribo, nos bons tempos que fazia a TV PUC. Eu, Ana Paula (hoje repórter dO Tempo), Maria Paula (em algum lugar no Rio de Janeiro), Anna Pavlova (direto dos EUA) e Juliane Zaché (perdida em Sampa). Muita ralação com o sol na cabeça, mas muito divertido... (nossa, preciso achar essa fita de vídeo lá em casa).

Mas tem gente que ainda busca preservar a tradição do 7 de setembro. A mãe de uma amiga minha foi surpreendida com o convite de uma vizinha para uma feijoada amanhã num sítio. Feliz da vida, a pessoa já ia aceitando o convite quando a vizinha emendou: 'e a gente aproveita e faz o ato cívico, porque estas tradições têm que ser resgatadas. A bandeira já está lá'.

Como tudo na vida vale a pena, a mãe da minha amiga participará amanhã de um dos poucos atos cívicos de civis no país.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Relacionamento é tudo

Adoro empresas que se preocupam com o cliente. Faz bem para a alma sentir-se especial (ainda que para uma empresa). Vale o tapete vermelho colocado pela TAM, os cartões de fidelidade ou simplesmente chegar a um estabelecimento comercial e ser chamada pelo nome.

Dois momentos marcaram minha última semana nesse sentido. Tem uma cafeteria na Savassi (Travessa) onde, durante meses, eu e meu marido íamos pelo menos três vezes por semana tomar um capuccino depois do almoço. Depois de quase um ano sem aparecer por lá, voltamos na semana passada. A atendente, ao nos ver, já sabia nosso pedido e começou a prepará-lo. E a balconista veio perguntar o que tinha acontecido por termos ficado ausentes durante tanto tempo.

No outro dia, recebo um e-mail da Natura dizendo: "Na vida, as relações que conquistamos têm importância única. Hoje é uma data a ser celebrada porque completa um ano que você se cadastrou no natura.net..." e por aí vai. E olha que nunca comprei nada pelo site. Sei que foi um e-mail automático, mas fiquei feliz assim mesmo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Quem topa uma pelada?

Esporte é assim: para uns, trabalho, para outros, diversão. Para muitos praticantes, sinônimo de saúde e bem-estar. Para um número enorme de sedentários, um ótimo programa para ver pela TV. Estes últimos, se gordinhos, têm um motivo a mais para não apenas assistir aos jogos de seu time favorito pela TV.

Um estudo feito pela Universidade de Copenhage, na Dinamarca, mostrou que o esporte principal do brasileiro pode ser muito melhor do que o imaginado: jogar futebol ajuda a emagrecer mais do que correr. O que faz muito sentido já que, a não ser o goleiro, a maioria corre pra lá e pra cá durante todo o tempo que está em campo.

Resultado interessante, mas acredito que o futebol não precisa de mais esse incentivo para continuar sendo praticado em qualquer rincão brasileiro. Ou alguém acha que vai aumentar o número de peladeiros graças a essa pesquisa?

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Tempo, esse implacável

Quem não se encantou com os mamíferos da Parmalat? Não conheço uma única pessoa que não tenha colecionado ou pelo menos adquirido seu filhote preferido.

Aos saudosos, como eu, uma boa notícia: eles estão de volta na nova campanha da empresa. Mas, como o tempo não perdoa ninguém, os bichinhos também cresceram.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

5 estágios

Todo mundo tem crises de humor frente a um obstáculo. Do desespero à aceitação, tudo acontece. No vídeo abaixo, a pobre girafa é a metáfora perfeita das reações humanas.

Para rir um pouco. Dela e de nós mesmos.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Aqui se faz, aqui se paga

Quem não se lembra de pegar um caderno antigo da avó e ver nele grafias engraçadas como pharmácia, assim, com PH. Eu, muitas vezes, quando criança, achava que meus antepassados não sabiam escrever direito. E ria da situação...

Com as novas regras da língua portuguesa que entrarão em vigor no próximo ano (veja aqui), será a vez de meus sobrinhos, filhos e netos rirem da minha cara. Afinal, como vou me acostumar a escrever ‘autoestrada’ assim, juntinho? Ou ‘voo’ sem o acento que levou algumas aulas de português para eu me lembrar dele? A única coisa boa e fácil será o fim do trema. Até porque ele ainda existe hoje de insistente que é, pois ninguém mais lembra-se dele.

domingo, 19 de agosto de 2007

Petulância de uma quase foca

Foca, no jargão jornalístico, é aquela pessoa recém-formada, que chega ao mercado de trabalho cheia de boas intenções, mas com muito ainda a aprender. Normalmente, em nosso período de foca, os jornalistas experientes têm um pouco mais de paciência, gostam de ensinar e, muitas vezes, perdoam com mais tranquilidade os deslizes inerentes da condição de recém-formado.

Terminei hoje um curso ministrado pelo Comunique-se. Foi uma aula legal, que trouxe à tona as características da Escola Européia de jornalismo, assunto praticamente não visto nas faculdades de comunicação, uma vez que o Brasil segue a Escola Norte-Americana, com sua estruturação rígida de lead (abertura da matéria) e sua teoria de pirâmide invertida (escreve-se da informação mais importante para a menos relevante).

Pois bem, ao final do curso, foi perguntado aos alunos, em sua grande maioria jornalistas, o que tinham achado do curso. A resposta de uma jovem foi: "Deve ser porque eu estou no oitavo período de jornalismo, mas achei que o curso não me acrescentou nada".

Deus proteja quem, antes mesmo de graduar-se, já acha que sabe tudo. Na verdade, que Ele proteja o mercado e os pobres leitores de pessoas assim...