terça-feira, 25 de março de 2008

Olha quem insiste em aparecer

Comer fora de casa é uma aventura. Fazer isso diariamente o é mais ainda. Não bastasse o trabalho de sempre procurar algum lugar que concilie preço, sabor, ambiente, qualidade, localização, higiene, é preciso descobrir vários desses, para não enjoar da comida e promover um saudável rodízio de comidas a quilo. Às vezes, é imprescindível sair da rotina de self-service e buscar um a la carte para arejar a cabeça no momento do almoço, saindo da rotina.

O problema é quando descobrimos que este lugar, escolhido a dedo para ser o oásis, não passava de uma miragem. O pior é que insistimos em negar as evidências. A primeira vez que encontrei um ser vivo (na verdade, o danado já estava morto) na minha salada, achei que era um mau dia da cozinha do lugar. Afinal de contas, tudo ali era tão legal, tão limpinho, o ambiente tão cool e aconchegante que não ia ser um inseto intrometido que iria estragar o prazer de almoçar lá de vez em quando, cercada de livros, gente bonita e descolada, com um expresso bem tirado no final. Dei um tempinho para que os olhos e o estômago se esquecessem do episódio e voltei a frequentar o lugar.

Mas não é que na última sexta descobri um outro bicho de patas (e não era o boi da almôndega) no meu prato? E como quem procura acha, foi só dar uma busca no prato do Edu para descobrir outro. A cozinheira mandou dizer que eles deviam estar (secos) no meio das ervas (secas) polvilhadas por cima do fetuccine alho & óleo com almôndegas ao pomodoro. Mas depois de uma análise minuciosa, acredito mais que eram aqueles carunchinhos que infestam uma massa velha ou mal acondicionada. Enfim, preciso descobrir um outro lugar legal assim para almoçar de vez em quando.

Ops... legal assim não! Eu dispenso a carne não solicitada. Enquanto isso, me tragam um sanduíche para acabar o dia.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Eu passo (se não ficar presa pelo salto)

Podem dizer que é charme, que embeleza a cidade, que faz parte da história. Mas eu não consigo gostar das calçadas portuguesas que se tornam cada vez mais presente nas ruas de Belo Horizonte. Além da manutenção delas não ser tão fácil (e aí somos surpreendidos pelos buracos, pedras soltas e areia fina pelos passeios), elas ainda são um perigo para quem usa sapato de salto. E não precisa ser salto alto não. Em duas semanas, tive dois saltos destruídos pelas calçadas portuguesas e ainda fiquei presa no meio da calçada com o salto agarrado em uma das frestas que existem entre as pedras. Os portugueses até trouxeram muitas coisas boas para o Brasil, mas o estilo dos passeios, eu dispenso.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Receita de economia

Hoje, no desejo de reduzir custos, o setor de compras ligou para uma gráfica querendo saber o que é possível fazer para que o valor dos folhetos saia mais barato. Depois de um tempo para analisar o que poderia ser feito (troca de papel? de gramatura? de formato?), veio a resposta do fornecedor:

"olha, é só você fazer apenas a metade dos folhetos que eu posso reduzir o preço em 50%".

Não sei se eles descobriram isso sozinho....

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Você mora no país certo?

"Sente-se deprimido? Talvez você viva no país errado."

Assim começa a matéria da Business Week sobre uma pesquisa feita pela Britain's University of Leicester para ranquear os países mais felizes do mundo. Dinamarca encabeça a lista, que conta com surpresas (ao menos para mim) como Brunei, Butão e Bahamas.

Ao analisar a população de cada um desses felizardos países, eu me espanto com o tamanho do Brasil. Algumas dessas nações têm população menor do que a cidade de São Paulo.

Será que lá tem vaga para jornalista?

Alguém sabe me dizer que língua se fala em Brunei?

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Atire a primeira bola de papel



Quem nunca inclinou a cadeira para trás numa sala de aula que atire o primeiro pedaço de giz. Para conter os inúmeros alunos que, como fruto dessa ação, caíam da cadeira durante as aulas, o professor britânico Tom Wates criou a cadeira Max. Graças a um design diferenciado, a pessoa não consegue inclinar a cadeira.

A nova cadeira oferece maior apoio na região lombar das costas, forçando as crianças a se sentarem retas. Ela custará o equivalente a cerca de R$ 50 e o sucesso por lá parece garantido: mesmo antes de ser lançada, 18 escolas já encomendaram 1500 cadeiras.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Briga boa

Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto concluíram recentemente uma pesquisa que diz que em um combate dentro do mosquito transmissor, o vírus da dengue sairia vitorioso sobre o rival da febre amarela. O estudo comprovou o vencedor da disputa apenas in vitro. Falta comprovar num organismo vivo. O problema é, segundo o pessoal da USP, a dificuldade para manter o Aedes aegypti (transmissor das duas doenças) infectado com a dengue para, então, injetar o vírus da febre amarela.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Fonte pra quê?

Não pude resistir e copio aqui tal e qual está o texto no blog Piores Briefing do Mundo:

"Sou responsável por um informativo diário com notícias de interesse de nossos clientes. SEMPRE coloco a fonte, afinal, sou jornalista e cidadã... gosto de saber (quando leio algo) de onde saiu. Numa dessas, recebi uma matéria do atendimento responsável pela XXXX, e, como sempre, sem referência nenhuma. Mandei um e-mail: "Fulana, pode me passar a fonte, por favor, para que eu possa incluir a notícia no tópico sobre telefonia? Obrigada.
"Qual não foi a minha surpresa quando recebi a resposta:"Arial 14´. Quando for assim, é só marcar o texto que aparece a referência da fonte lá em cima. Beijo."

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